filha da lua leu – maio

Olá, estou de volta! Agora com as minhas leituras do mês de maio, sintam-se a vontade para comentarem, se quiserem.

Um corpo na biblioteca por Agatha Christie

Agatha Christie é reconhecida por seus livros de romance policial, apesar de muito ter escutado sobre a autora e sua escrita, este, foi o primeiro contato que tive com suas obras. Um corpo na biblioteca teve as primeiras publicações na década de 1942.

Nada além do próprio título, um corpo foi encontrado na biblioteca da casa dos Brantry, acordada no meio da noite, a sra. Brantry, recebeu a notícia de um corpo assassinado estar em um dos cômodos de sua casa. A vizinhança faladeira como era, desatou a espalhar boatos do corpo na biblioteca da cada do coronel Brantry, ele que muito se importava com opiniões alheias se refugiou na fazenda distante, já a sra. Brantry tem a ajuda da detetive amadora, Miss Marple, que tem a presença em outras histórias de Agatha Christie, as duas se jogam numa aventura investigativa sobre quem seria o assassino.

Os pontos de vistas de intercalam, entre suspeitos do ato, e detetives das delegacias das cidades próximas, do outro lado temos a perspicaz Miss Marple descobrindo o que outros não enxergavam através de pistas que chamavam sua atenção, ela relacionava a acontecimentos curiosos que presenciava na vila em que morava e obtinha respostas cada vez mais esclarecedoras para o desenrolar da trama. Como mulher, ainda que não detetive profissional, mas que conhecia muito sobre o assunto e desvendava crimes que outros não conseguiam, era pouco valorizada, ou não reconhecida, até mesmo quando comentado sobre a capacidade da mesma, a resposta sobre foi “instinto feminino”, e podemos ver, claramente, a mentalidade da época e o desfavor com o profissionalismo que ela era capaz de exercer.

Cada capítulo passamos a acreditar que um personagem seria o responsável da fatalidade, mas Agatha Christie soube como surpreender ao escrever. Confesso que, em determinada estava segura de minha escolha de suspeita, ao descobrir não poderia estar mais satisfeita, acertei. Apesar disso, continuei devorando cada palavra deste livro, poucas páginas e que me prenderam de tal forma que só queria saber o desfecho.

Agatha Christie, com a absoluta certeza, está incluída nas minhas próximas leituras, e mal posso esperar por isso!

Verity por Colleen Hoover

Colleen Hoover, soube como prender meus olhos nas páginas do livro e não querer desviar por nada, arrancar meu fôlego a cada cena, Verity, me deixou perturbada, mas não me arrependo nenhum pouco. A autora soube trabalhar sua escrita de uma maneira tão sutil, que em cada parágrafo eu aguardava pelo próximo com cautela, assustada, com o que viria a seguir, pois, de fato, era surpreendente. 

Quando decidi ler, eu sabia pouco além das respostas positivas dos leitores, e após finalizá-lo, não poderia concordar mais. Colleen Hoover, trouxe algo inesperado que adorei, mesmo quando surtei a cada capítulo que avançava, o meu coração acelerava, dá para acreditar?

Lowen recebeu a proposta de continuar a escrever a série de livros da famosa Verity, que após um acidente ficou impossibilitada. Por mais relutante que Lowen foi de início, acabou cedendo e se comprometeu a terminá-los, e como consequência a levou ter que vasculhar o escritório de Verity buscando por algo relacionado as obras já publicadas ou possíveis idéias futuras, o que não estava em seus planos era o manuscrito que encontrou, e ainda mais, não parar de lê-lo.

Conforme Lowen passava os dias naquela casa, ela se sentia cada vez mais assombrada pelo fantasma de Verity, uma mulher que estava de cama e nada poderia lhe fazer, mas ao avançar na leitura do manuscrito da autobiografia dela, descobriu uma pessoa com a personalidade completamente oposta a que todos tinham em mente, verdades que causavam arrepio, um misto de compaixão e horror à medida que descobrimos junto com Lowen, uma Verity desconhecida, até mesmo para o seu marido Jeremy, e a personagem se vê dividida sobre o que fazer com o manuscrito.

Uma leitura de tirar o fôlego mesmo relacionado a uma cena e cenário simples, meus olhos eram impossibilitados de desviar, até mesmo quando, sentia o estômago embrulhar e o aperto na garganta por toda a intensidade dos personagens.

Sobre a escrita por Stephen King

Stephen King conhecido mundialmente, por obras marcantes no mundo literário e as aventuras nas telas de cinema. Sua escrita varia entre terror, suspense ficção científica e fantasia, nunca li nenhuma delas, talvez em alguma momento, mas por agora não. O que não invalida o meu interesse sobre seu conhecimento na escrita, tantos anos trabalhando em livros que algo ele deve ter aprendido, certo? Então, peguei Sobre a escrita e me joguei de cabeça nessa leitura, que diferentes outros livros de escrita que havia lido, não tive vontade de largá-lo e nunca mais abrir.

O senso de humor do autor foi o que mais me prendeu, além, é claro, sua narrativa. Stephen, introduz os contatos iniciais que teve com a escrita e histórias de seu passado que o moldou para a pessoa que se tornou hoje, e acredito que, essa parte seja muito importante, pois, são detalhes como esses que nos guiam na vida. Toda a narrativa dele é envolvente, me deixando curiosa, mesmo que em alguns trechos sentia um pouquinho de vergonha alheia, afinal, é cada coisa que ele conta nesse livro, hilário.

A maneira didática que ele aplica os conhecimentos, mesmo aquelas regras chatinhas que reviramos os olhos às vezes, ele não deixou desagradável, e mesmo que muito do que ele disse eu sabia, obtive enorme aprendizado neste livro, e deletei-me na narrativa do autor, o que acendeu uma pequena chama de interesse para dar uma chance as demais obras, o que diz o bastante sobre a sutileza de sua narrativa, que realmente, me agradou.

Mensageira da sorte por Fernanda Nia

O livro de passa em um Rio de Janeiro distópico, as ruas da cidade a qualquer momento poderia surgir uma manifestação que, em questão de segundos tudo se tornaria perigoso, grandes corporações no poder e a voz do povo cada vez mais não sendo escutada.

A personagem, Sam, que havia sofrido uma perda recente aprendia a lidar com seu luto e culpa interna que deixou marcas dolorosos demais mesmo meses depois, dessa forma, ela e a mãe mudaram para uma nova casa, buscando pelo recomeço que precisavam.

Inesperadamente, Sam, se vê no meio de um dos muitos protestos que ocorrem na cidade, traumatizada queria apenas chegar o mais rápido possível em casa, quando derrepente, o universo brinca com ela e manda outra surpresinha para a garota. Sam descobre que há coisas desconhecidas e que pensou apenas existir no mundo fictício. 

Existindo uma organização do próprio universo, que lidava com as sortes da humanidade, criada pela justiça, sorteavam quem teria suas balanças equilibradas após tantos azares na vida, afinal, azar é algo que não conseguimos escapar e uma sorte seria bem-vinda. Pelo destino ou não, Sam, se torna a mensageira da sorte temporária para o DCS, o que surgiu de um acidente trás várias questões e surpresas que a personagem tem que lidar, mensagens precisam serem entregues, será que a Sam conseguirá realizar seu trabalho sem nenhum obstáculo?

Uma das mensagens entregues por Sam causa uma reviravolta na história quando o receptor dela, Leandro, não esquece da presença de Sam após a sorte ter sido entregue. Acompanhamos Sam e Leandro em suas pequenas aventuras e tramas, nesse mundo caótico que é o Brasil distópico, e ouso dizer, não tão distópico assim visando a realidade em que vivemos agora.

A escrita da autora é de fácil acesso, ela consegue passar a emoção de uma maneira tão sutil que sequer percebo, mas em questão de segundos estava roendo minhas unhas com as trapalhadas que Sam tinha que enfrentar. O senso de humor deu aquele gostinho maravilhoso a história, e acompanhar a personagem era encantador, afinal, vemos uma crescente evolução dela, desde como lidava com o luto e a culpa que a corroia, a gente via ela entendendo suas mágoas e remorsos, aprendendo com isso e se tornando a pessoa que queria de fato ser. Querendo poder ajudar, recompensar, encontrou nas mensagens da sorte um propósito.

Os problemas é muito mais embaixo, quando as surpresas do destino bate na porta dela, quando os podres da corrupção é exposto e Sam se vê tendo que fazer escolhas que afetará a todos.

Um teto para dois por Beth O’leary

Um teto para dois é uma comédia romântica contemporânea escrita de maneira leve e sincera, um livro que se lê em poucos dias e ao finalizá-lo dá a sensação de carinho e felicidade sobre as histórias dos personagens e as situações que enfrentaram cada um de um jeito.

Tiffy, uma editora de livros sobre crochê lidando com o término do namoro recente, decide se mudar da casa do ex e dividir um apartamento com alguém, afinal, era só o que ela poderia arcar. Leon, precisando de dinheiro havia colocado o anúncio sobre alugar o apartamento e não apenas isso, teriam que dividir a mesma cama, em horários diferentes, visto que ele trabalha em um casa de repouso no período da noite, dificilmente teriam os caminhos cruzados, como Tiffy se vê sendo muita opção sobre onde morar, ela aceita e em seguida logo se muda, querendo deixar os traumas para trás.

Apesar de início, ambos, acharem a situação estranha, foram se acostumando com a presença um do outro na casa, mesmo que em momentos diferentes, passaram a sentir o conforto no decorrer que os meses se passavam, principalmente, através dos post it que trocavam e se conheciam, pequenos avisos, desabafos e histórias do passado, desenvolveram uma amizade e sintonia que os surpreendia e assustava.

É uma comédia romântica que retrata o amor-próprio, confiança e amizade, sobre a cura de relacionamentos abusivos, escrito com sutileza e cuidado. Tiffy e Leon a cada capítulo iam se desfazendo das amarras que seus medos os mantinham. 

Foi uma leitura tão prazerosa, senti borboletas no estômago e sorri como boba ao me jogar nessas páginas e vivenciar a história desses personagens. Torci por eles e senti orgulho ao acompanhá-los.

Heartstopper: Volume One por Alice Oseman

Heartstopper relata a história em quadrinho de dois meninos, era um amor tão puro e jovem que sentia aconchego ao ler sobre eles, e cada vez ficava melhor, isso sem comentar da arte, uma graça e bem trabalhada, pude ver o empenho de Alice por essa linda obra.

Charlie Spring e Nick Nelson se conhecem apenas através de rumores do colégio, mas em determinado momento se tornam amigos. A companhia um do outro é onde se sentem confortáveis, a amizade cresce e junto dela um sentimento que não sabem como reagir, fiquei encantada ao ler a trajetória deles.

Um estudo em Charlotte Holmes por Brittany Cavallaro

Brittany Cavallaro, criou uma releitura dos ilustres casos de Sherlock Holmes, Um estudo em Charlotte Holmes, é um jovem adulto repleto de suspense e imprevistos. 

James Watson se muda para um colégio contra vontade própria, e acaba tendo o caminho cruzado com Charlotte Holmes, quem ele sonhava em ser amigo e se jogar nas aventuras investigativas, assim como seus antepassados. O que os uniu não foi a amizade imaginária que Watson tinha sobre eles, e sim, um assassinato de um dos alunos, que colocava ambos como culpados de algo que não havia feito, ou pelo menos, era o que alegavam.

Um estudo em Charlotte Holmes, relata o crescimento de uma amizade, a confiança que ambos têm um no outro, aconteceu de maneira rápida quando todos se tornam contra eles e se vêem com incriminações a cada nova pista ou novo assassinato. Eles buscam por provas de quem seria o responsável, pois, os dias da liberdade de Holmes e Watson estava cada vez mais próximo do fim. Se viam envolvidos demais no emaranhado de confusão que os cercavam, além de lidar com isso, tinham que enfrentar as diferentes personalidade e humor nada fácil um do outro.

Reviravoltas e possibilidades que no decorrer da história começamos a supor junto aos personagens e nos aprofundamos naquele mundo como se estivéssemos ao lado deles. Foi uma boa surpresa, e mal posso esperar para ler os próximos livros dessa releitura que deixou um quentinho no meu coração por toda a história de Charlotte Holmes e James Watson.

 

Espero que tenham tido boas leituras em tempos de caos como o que estamos vivendo, lembrem-se de se cuidarem, ok? Logo nos vemos por aqui. Faça aquele chá ou café, abra um livro e se joga nesse universo maravilhoso das palavras!

escrito por: AMANDA MARIA

Autor: coresfilhadalua

escritora. encanto-me pelas palavras e pela magia dentro dos livros.

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